No Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o clima nesta quarta-feira (3) era de completa tensão e consternação. Enquanto o julgamento de um dos casos mais acompanhados dos últimos cinco anos entrava em sua fase decisiva, um detalhe perturbador emergiu durante a sustentação oral do promotor Fábio Vieira e voltou a comover o público presente: Henry Borel, com apenas quatro anos, pediu para não ficar no apartamento onde viria a perder a vida.

Segundo o promotor, na madrugada que antecedeu sua morte em março de 2021, o pequeno Henry implorou à mãe para ir embora daquele lugar. Ele queria ir à casa da avó, longe do ambiente onde aparentemente não se sentia seguro. O pedido, porém, foi negado. Vieira argumentou ainda que essa súplica não foi um evento isolado.
Para a acusação, tratava-se de mais um alerta de desespero por ajuda, ignorado por Monique Medeiros, mãe da criança.
Outro elemento angustiante apresentado nesta reta final do julgamento foram cinco ligações telefônicas realizadas por Jairinho, padrasto de Henry, para Monique naquela mesma madrugada.
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