Nem todo herói veste capa. Algumas, como Nora, têm listras de tigre e carregam seus filhotes na boca com a coragem que só a maternidade pode explicar. Era uma noite fria e vazia, a neve cobria o chão e o silêncio era quebrado apenas pelo som inesperado de arranhões vindo da janela da casa. Do outro lado do vidro, uma gata magra e marcada pelo abandono se arriscava, segurando seu filhote imóvel entre os dentes.
Esta foi a cena que marcou uma das histórias mais emocionantes da maternidade animal. 
Quando ouvi os ruídos, levantei imediatamente. Ainda incrédula, abri a janela. A gata entrou sem hesitar. Não era como se ela estivesse pedindo, era como se ela soubesse. Sua escolha estava feita: confiar em um estranho para salvar seu bebê.
Nora, como decidi chamá-la, colocou o pequeno filhote, Pip, no chão. Ele estava tão frágil que mal se movia. A respiração era superficial, e seu corpo tremia sem parar. Não houve dúvida na minha mente sobre o que fazer – peguei uma toalha e envolvi a pequena criatura, tentando aquecê-lo lentamente com a ajuda de minhas mãos e minha esperança.
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