Com apenas 13 anos, muito antes de surgir como o "Bruxo" que encantou o mundo e transformou o futebol em arte, Ronaldinho Gaúcho viveu uma infância que parecia ter saído de um roteiro de cinema. Naquela época, em Porto Alegre, um jovem de sorriso largo e habilidade fenomenal estava prestes a estampar o primeiro capítulo de sua lenda.
Em uma partida disputada por categorias de base, a equipe de Ronaldinho não apenas venceu por um sonoro 23 a 0, mas todos os gols daquela goleada histórica saíram dos pés daquele adolescente que já dava indícios de que estava destinado a algo grande.
Sim, Ronaldinho Gaúcho foi o responsável por cada uma das 23 bolas que balançaram a rede naquele dia.
Naquele momento, Ronaldinho já era uma espécie de estrela na vizinhança, e o boato dessa façanha rapidamente se espalhou por Porto Alegre, atingindo clubes, olheiros e torcedores. Enquanto seus amigos e familiares ainda processavam o que haviam acabado de presenciar, o garoto estava lá, com a simplicidade de quem só queria jogar futebol, sem imaginar que aquele jogo seria recordado por toda a sua carreira.
Anos mais tarde, Ronaldinho conquistaria títulos e prêmios por onde passava: Copa do Mundo, Champions League, Bola de Ouro e, claro, o carinho de torcedores de cinco continentes. Mas quem o viu jogando desde cedo sempre cita o mesmo dia como a prova divina de que seu talento era muito mais do que trabalho duro — era puro dom.
“Essas histórias nasceram para serem contadas e perpetuadas. Uma criança que faz 23 gols em um só jogo não é normal, é um predestinado”, disse certa vez um comentarista esportivo ao relembrar o caso. E, bem, seria difícil discordar. Aquela partida foi um prenúncio do espetáculo que Ronaldinho entregaria ao mundo, com dribles, assistências e, claro, um caminhão de gols que fizeram qualquer amante do futebol sorrir.