Anitta nunca fez questão de entrar para o time das pessoas que agradam todo mundo. E isso, aliás, sempre fez parte da força da sua imagem pública. Direta, exigente e muito envolvida nas próprias decisões profissionais, a cantora já assumiu que tem fama de “brigona” e também deixou claro que não vive em função da aprovação alheia. Mas a pergunta que fica é: em que momento essa postura deixa de ser apenas personalidade forte e passa a ser vista como algo “difícil de lidar”?

A discussão ganhou força com a análise do Dr. Ciro Jorge, especialista em saúde mental e psiquiatria, que faz um alerta importante: não dá para sair transformando traços de personalidade em diagnóstico. Segundo ele, ser exigente, falar sem rodeios, impor limites e querer ter controle sobre pontos importantes do próprio trabalho não significa, automaticamente, que exista um problema psicológico.
O que realmente importa, explica o médico, é observar como esse comportamento aparece nas relações. Há espaço para escuta, negociação e reconhecimento de erros? Ou todo mundo ao redor precisa se adaptar o tempo inteiro?
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