O ator Reginaldo Faria compartilhou detalhes sobre os bastidores do cinema nacional e revelou um hábito peculiar do cantor Roberto Carlos. Durante uma participação recente no programa de televisão Sem Censura, exibido pela TV Brasil, o veterano da dramaturgia relembrou a época em que trabalharam juntos.
A convivência mais estreita entre os artistas ocorreu na década de 1970, período em que dividiram os sets de filmagem para a produção do longa-metragem A 300 km por Hora.
Naquela época, o músico desenvolveu uma preferência alimentar específica que acabou envolvendo os demais profissionais da produção cinematográfica.
O artista consumia grandes quantidades de uma marca famosa de queijo processado, comercializado em pequenas porções quadradas. Para satisfazer essa vontade diária do colega de elenco, os trabalhadores do set adotaram uma rotina matinal específica nas dependências da hospedagem onde estavam alojados durante o período de trabalho.
O veterano explicou a dinâmica adotada pelo grupo para garantir o alimento do protagonista da obra. "Ele era louco por polenguinho", relatou o entrevistado. A mobilização coletiva demonstrava a influência do artista entre os colegas de trabalho nos bastidores da produção audiovisual daquela década.
A conversa no estúdio televisivo também contou com a presença de Marcelo Faria, filho do ator, que aproveitou o relato do pai para fazer uma projeção sobre o futuro das apresentações musicais do Rei. O herdeiro imaginou uma mudança na tradicional distribuição de flores que marca os espetáculos do músico pelo país. "Quando tiver show agora não vão mais jogar rosas, serão polenguinhos", declarou o também ator durante a transmissão.