Em meio a uma comoção nacional, o caso da brutalidade que ceifou a vida do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina, trouxe à tona uma urgência legislativa sem precedentes. A morte do cachorro não apenas gerou protestos em várias cidades, mas também catalisou uma mudança crucial no tratamento legal dos menores que cometem atos de crueldade contra animais.

Na última semana, o plenário da Câmara dos Deputados se viu envolvido em uma discussão emocional e carregada de implicações éticas, ao aprovar a urgência de um projeto que busca modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Proposto pelo senador Fabiano Contarato, o projeto leva o título informal de "Lei Orelha", em homenagem ao animal vitimado, e promete trazer um novo paradigma para casos que envolvem crueldade animal perpetrada por menores de idade.
O debate foi imediatamente aquecido por dados alarmantes que indicam uma preocupante correlação entre a violência contra animais na juventude e futuras manifestações de violência inter-humana na vida adulta.
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