Foram necessários quase quatro anos para que Thales Bretas se sentisse apto e “saudável”, nas palavras dele, para mexer nos pertences mais íntimos de Paulo Gustavo. Desde a morte do ator e comediante — em maio de 2021, aos 42 anos, devido a complicações decorrentes de uma infecção por Covid-19 —, o médico dermatologista, viúvo do artista, mantinha totalmente intactos os objetos pessoais do marido em casa.
Se tentasse abrir e vasculhar armários, guarda-roupas, gavetas, estantes e caixas, a tristeza logo o repelia. A solução, então, foi deixar tudo intocado.
— Nesse período, fiz de tudo para me anestesiar. E aí comecei a trabalhar demais e a me ocupar de atividades a fim de me distrair — repassa Thales. — Só agora sinto que estou entrando em contato com a saudade e o luto de um modo que talvez me permita ressignificá-los.
Evitei lidar com esses sentimentos... Na verdade, não pude! Não tive tempo para sofrer ou ficar saudoso e caído. Tenho dois filhos pequenos (Gael e Romeu, de 5 anos, frutos do casamento com o humorista) que precisam de mim com energia.
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